Sites de Redes Sociais – revolução, competição e futuro

Jovens gastam mais tempo em sites de redes sociais do que em sites de conteúdo.

Para começar gostaria de deixar claro que a expressão “sites de redes sociais” é utilizada de forma equivocada para classificar web apps. Vale lembrar que os sites na Web são páginas disponíveis através da Internet, que evoluíram de simples documentos com hipertexto (texto com links) para aplicações completas com diversas funcionalidades (serviços). Esta evolução ficou conhecida como Web 2.0. Uma revolução, em especial, aconteceu quando essas aplicações começaram a prover funcionalidades de gerenciamento de redes sociais para seus usuários. Os sites (web apps) com este suporte agregaram muito mais valor para os usuários. Por exemplo, no cenário brasileiro o Orkut é o site mais utilizado para gerenciar a rede social das pessoas, apesar do objetivo principal do sistema é gerenciar comunidades online.

O Twitter é um serviço de veiculação de mensagens curtas, mas por muito tempo foi, e muitas vezes ainda é, classificado como site de rede social. A configuração dos canais de comunicação, quem você segue e quem segue você, define de forma implícita uma rede social, que não representa a rede de relacionamentos dos usuários no sentido de rede social de amigos. Assim vai por outros sistemas, até chegar ao Facebook, que além de ser o mais famoso, se define como um site provedor de serviços sociais a seus usuários. Os principais serviços sociais são gestão da rede social, difusão de mensagens, photos, links e chat. Ao comparar os sites com suporte a redes sociais deve-se focar nas funcionalidades e na modelagem da rede social. Atualmente, a classificação “sites de redes sociais” é ruim porque o suporte a redes sociais, geralmente definido por modelos bem diferentes,  é apenas mais uma feature dos sistemas, mas são facilmente diferenciados por propósito e serviços. Embora, como é uma expressão consagrada vale utilizá-la para discutir o tema (um outro exemplo clássico de expressão equivocada, mas útil é data science).

O Facebook é o site de maior sucesso entre os que são chamados sites de rede social. Hoje em dia os usuários de Internet passam mais tempo no Facebook do que usando serviços Google (ref). Eu acredito que seu sucesso principal se deve ao ecossistema de aplicações desenvolvida por terceiros e funcionam integradas à plataforma. As principais aplicações (killer apps) são jogos. A Zynga se destaca e seu FarmVille possui bem mais usuários que o Twitter (ref). O jogo é gratuito, mas os usuários pagam por mercadorias virtuais como objetos de decoração para a fazendinha. Tem aplicações que pagam para seus usuários jogarem (dosh). Sobre ecossistemas vale um post extra, mas fica esta referência a quem interessar: game-of-platform-power. O Orkut tentou criar um ecossistema, mas deu muito certo. Eu vejo a tecnologia da plataforma Facebook muito superior ao Open Social usado pelo Orkut. O Orkut também não é um bom competidor com o Facebook, e por isso a Google acaba de lançar um novo serviço, o Google+.

O Google+ foi anunciado como uma evolução natural dos serviços oferecidos pela Google. A empresa diz que é uma camada social para integrar todos seus serviços. Isto ficou reforçado pela barra negra no topo de todos os sites da Google. Eu vejo o Google+ como um competidor direto do Facebook, pois os serviços são muito parecidos. Vale lembrar que o Facebook também não foi o primeiro site a fornecer serviços sociais e um fator determinante para o sucesso foi o tipo de público, como por exemplo, frente ao MySpace (danah boyd research). O Google+ vem para suprir deficiências do Facebook, como a modelagem computacional das redes sociais.

@spolsky: Which circle are you in? The revenge of autistic Social Software (hat tip to danah boyd) https://plus.google.com/u/1/117114202722218150209/posts/iSuoKVpt7c2

A modelagem computacional nada mais é do que como o sistema representa o conceito rede social que nós já estamos acostumados. Para a construção do Google+, foi realizado um estudo que fundamentou a definição dos círculos sociais. Ainda assim, este modelo computacional mais refinado trás desvantagens porque os usuários tem dificuldade em classificar seus contatos em um sistema de categorias. Os sistemas são modelos, representações simplificadas, da vida real. No caso das redes sociais, os sistemas  computacionais são modelos matemáticos que representam conceitos que somente agora estão sendo estudados sob esta ótica. As ciências sociais existem desde os gregos, mas a pesquisa nesta área continua ativa, principalmente pela carência de modelos computacionais para representar esta realidade. Veja por exemplo o estudo sobre a complexidade das ligações entre os círculos sociais: Link communities reveal multiscale complexity in networks. Eu acredito que o modelo computacional para redes sociais do Google + é bem superior ao do Facebook, mas ainda não representa bem a realidade. Embora, o suporte a herança múltipla de círculos social deixaria o modelo mais aderente à realidade, e que poderia levá-lo a ser chamado de G++, a dificuldade de uso pode ter sido o motivo para os desenvolvedores terem optado pelo modelo mais simples.

@mattgemmell: Now all they need to do is add a hellish multiple-inheritance model for your social circles, and they can call it Google++. (CS inside joke)

Sobre o futuro, eu acredito que o sistema que tiver o melhor modelo computacional aliado à facilidade de uso ganhará uma eventual disputa. Embora, possa não haver disputa alguma e cada site buscar um nicho. O LinkedIn é um ótimo exemplo de site de gestão de rede social que buscou o nicho empresarial para se destacar. As features (ref1ref2)  também vão ter um peso significativo na disputa, mas ainda é impossível fazer uma previsão do que será importante. Os sistemas foram construídos a partir de experiências sociais da vida real, mas agora a vida real está acontecendo considerando experiências sociais no mundo virtual. As pessoas estão  adaptando o seu modo de vida de acordo com os serviços da Web 2.0. Pense em privacidade, como era na década passada, como é hoje (realidade) e o que pode acontecer amanhã. Estamos cada vez mais próximos de ter tecnologia para realizar o que foi retratado no livro 1984  por George Orwell. A garotada não se importa mais com privacidade e abre sua vida em registros online e em tempo real. Vários pais já controlam os filhos através do GPS dos smartphones (ref). A única certeza que eu tenho é que o futuro será bem diferente de hoje e altamente influenciado pelos modelos computacionais da Web 2.0.

Alguns links que ressaltam as diferenças entre as plataformas: http://www.tecmundo.com.br/3937-orkut-x-facebook-quais-as-principais-diferencas-.htmhttp://techatlast.com/difference-facebook-google/ e uma avaliação com viés pró-facebook: http://socialmediatoday.com/tommyismyname/312363/why-google-doesnt-stand-chance-against-facebook.

Sistema tradicionais, como aplicativos de email, estão adicionando features sociais a partir da análise dos dados de seus usuários: Gmail sugere contatos através pela descoberta da rede social implícita no seu uso. Às vezes, os usuários ficam assustados e insatisfeitos com esta atitude proativa dos sistemas. O lançamento do Google Buzz é um caso típico de uso equivocado dessas capacidades e violação de privacidade dos usuários (ref). Um número significativo de usuários está preocupado em fornecer informações para o Google e estão desistindo de alguns serviços, como o  Google Health , embora a área esteja crescendo e revolucionando em sites específicos (patientslikeme.comapresentação do criador,curetogether.com, Does masturbation work for insomnia?). Insatisfação similar já acontece com o Facebook por causa do reconhecimento automático de face (why is facebook losing americans?). Ainda vale citar os sistemas Q&A (perguntas e respostas) que são aplicativos sociais, mas (intencionalmente) não dão suporte à rede social como o stackexchange.com. Os criadores dizem que a rede social desvia os usuários do propósito principal da aplicação.

Este post é uma tentativa de mostrar onde estão as diferenças dos sites com suporte a redes sociais. Eu mesmo ainda enfrento outros problemas quanto tento explicar o meu trabalho. Eu faço análise de mídias socais, ou seja, extraio dados da Web 2.0 para analisar em relação a um tema específico. Não faço análise de redes sociais (exemplo), mas busco extrair conhecimento das massas que estão disponíveis na Web (Etnografia_Online). Muitas vezes esses dados são obtidos de sites de redes sociais e aí começam a citar conhecidos que fazem a “mesma” coisa, pois generalizam para qualquer coisa relacionada a sites de redes sociais. Isto me lembra de quando eu era estudante de computação no interior de Minas e os familiares me perguntavam o que eu estudava. Diversas vezes eu tive que ouvir algo assim: “nossa, querido, que coincidência, nós temos uma prima do seu primo que também trabalha com computador, ela tem um lá na mesa dela, porque ela é a secretária do prefeito e usa pra escrever cartas”. Na minha formatura da graduação teve um caso mais interessante ainda. O pai de um amigo, um senhor humilde de pouco estudo que vive em uma pequena cidade, veio falar para o meu amigo ficar despreocupado pois ele já tinha conseguido um emprego pra ele na prefeitura da cidade como digitador, porque eles precisam de pessoas que sabem mexer em computador. (No interior, as prefeituras são os lugares com mais tecnologia.) Enfim, quando não se enxerga os detalhes, tudo fica muito parecido. Espero que as pessoas se interessem por entender as peculiaridades de cada site porque eles vieram para ficar e o nosso futuro será influenciado por eles.

 

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Os perigos latentes das Redes Sociais Online

“The Internet is the first thing that humanity has built that humanity doesn’t understand, the largest experiment in anarchy that we have ever had.” Eric Schmidt, Google CEO
Redes Sociais Online (Facebook, Orkut, etc)[+] são um fenômeno tecnológico e social que está mudando nossa sociedade para sempre, mas pouco ainda se discute sobre seus impactos em geral. Os usuários estão registrando suas vidas em mídias eletrônicas, com capacidade de armazenamento praticamente ilimitada sem refletir sobre as consequências disso. Veja que a relação entre pessoas no mundo real é diferente do que ocorre no mundo virtual. Para exemplificar essas diferenças, pense que o registro ilimitado de ações dos usuários confere à Internet a capacidade de nunca se esquecer, ou seja, o que fica registrado na Internet é praticamente para sempre – um erro juvenil pode marcar para sempre a vida de uma pessoa.
Para discutir esses perigos faço uso de dois textos e uma tirinha de humor. O primeiro são algumas considerações de David Rowan, editor da Wired UK, sobre porque ele não usa Facebook. O outro texto é o clássico mito de Édipo Rei, que também foi usado por Freud para explicar a relação filho com o pai que ele chamou de Complexo de Édipo. Por fim, uma tirinha de humor sarcástico da xkcd.
Abaixo você confere os seis motivos enumerados por Rowan para fugir das redes sociais. O artigo completo, em inglês, pode ser lido aqui. [Traduação obtida nesta página]
1- “As empresas privadas não são motivadas pelos melhores interesses”. De acordo com Rowan, empresas como Facebook e Google estão interessadas no lucro. Não é por acaso que tornou-se cada vez mais comum discutir a privacidade nas redes sociais, assunto que ainda carece de qualquer regulação governamental.
2- “Elas tornam difícil reinventar a si mesmo”. Uma vez que tudo fica registrado, será cada vez mais difícil tentar mudar de vida. E como todos cometem erros enquanto são jovens, é provável que esses erros estejam para sempre disponíveis a qualquer um.
3- “Informações que você fornece para um determinado propósito serão invariavelmente usadas para outro…”. Com informações cada vez mais disponíveis, o cruzamento de dados permitirá que empresas tomem decisões que antes não seriam possíveis. Isso pode ser usado tanto para o bem como para o mal, claro.
4- “…e há uma grande chance que [essas informações] sejam usadas contra você”. Segundo Rowan, um oponente político ou um concorrente no trabalho poderão expor informações suas fora de contexto, apenas para ganhar vantagem.
5- “As pessoas bagunçam as coisas e dão mais do que percebem”. Ao atualizar o Facebook, muitas pessoas não sabem que esses posts serão publicados na rede e acessíveis a qualquer um.
6- “Por que nós deveríamos deixar empresas privatizarem nosso discurso social”. Para o jornalista, a política de privacidade do Facebook dá à rede social o direito de fazer o que quiser com as informações que os usuários lá publicam.
O mito de Édipo Rei (wikipedia) ficou eternizado através de uma tragédia grega criada por Sófocle (Séc. V). Freud usou uma parte deste mito para explicar a relação entre um filho e seu pai, que ele chamou de Complexo de Édipo. A relação interessante deste mito com as redes sociais online é a possibilidade de se criar oráculos através da combinação de informações disponíveis nesses sistemas.
Abaixo transcrevo a parte final do mito para ficar claro (fonte):
O povo de Tebas saudou Édipo como seu novo rei, e entregou-lhe Jocasta como esposa. Depois disso, uma violenta peste atingiu a cidade e Édipo foi consultar o oráculo, que respondeu que a peste não teria fim enquanto o assassino de Laio não fosse castigado. Ao longo das investigações, a verdade foi esclarecida e Édipo cegou-se e Jocasta enforcou-se.
As investigações se deram através do uso de oráculos, que combinaram diversas informações esparsas para informar quem foi o assassino de Laio, no caso o pai de Édipo. A ilustração do mito do Édipo Rei para o problema da criação de oráculos a partir de mineração de dados de Redes Sociais Online foi apresentado a mim pela Prof. Clarisse Sieckenius (link). As informações das redes sociais podem ser combinadas e usadas contra seus usuários (vide 3º e 4º motivo de David Rowan).
O 2º motivo de David Rowan também foi abordado por Eric Schimidt em uma entrevista ao Wall Street Journal:
The private lives of young people are now so well documented on the internet that many will have to change their names on reaching adulthood, Google’s CEO has claimed.
Os motivos 1, 5 e 6 estão relacionados com uma necessidade de educação dos usuários e a necessidade de regulamentação governamental desta área. O mito de Édipo Rei ilustra bem como o uso de informações podem de modo inadvertido pode destruir vidas, e os motivos que guiam o uso dessa informação atualmente é puramente o lucro das empresas.
Um exemplo de como redes sociais monetizam dados de seus usuários sem consentimento: http://mashable.com/2010/05/20/facebook-caught-sending-user-data-to-advertisers/.
Para concluir, deixo um pouco de humor sarcástico sobre a relação de serviços gratuitos aparentemente inofensivos disponíveis na internet e seus usuários.

Extra: Os perigos do uso de redes socias, privacidade digital, hackerismo, voyerismo, assassinatos e a Internet e sociedade atual no geral ilustrados em um episódio do seriado Criminal Minds:  http://www.criminalmindsfanwiki.com/page/5.22+The+Internet+Is+Forever

Você já parou para pensar sobre suas informações que estão disponíveis online? [+]

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ciência, tecnologia e arte – discussão sobre a definição dos termos e sistemas de classificação

Durante minha pesquisa, frequentemente tenho que praticar uma autocrítica se estou usando os termos certos para o que estou pensando. É uma reflexão epistemológica de como apresentar as ideias que compões meu raciocínio em termos de palavras e relações lógicas. Quando eu tratava apenas com matemática era fácil encontrar as palavras ideais, ou mesmo notação matemática adequada para representar exatamente o que eu penso. Quando vamos para outras áreas do conhecimento, como humanas, já não tenho tanta certeza de quais palavras eu devo usar.

Em particular, deparei-me com uma questão sobre a definição de ciência, arte e tecnologia. Aparentemente pareceu fácil defini-las e estabelecer fronteiras, mas na verdade elas estão totalmente inter-relacionadas. A primeira relação que me veio à mente foi a expressão “tecnologia no estado da arte”, que assim chamamos a tecnologia conhecida mais avançada.  Intuitivamente, temos que desenvolvendo a ciência melhora-se a tecnologia, que na sua versão mais avançada é chamado estado da arte. Por outro lado, arte geralmente está associada com manifestações livres da criatividade humana, livre de formalismos. Uma pintura, uma música, ou um livro são exemplos de artefatos chamados de arte. A ciência obedece a um rigor técnico, chamado método científico. A arte é livre para expressar a criatividade humana. A tecnologia, por sua vez, é capaz de afetar tanto a ciência, possibilitando o uso de ferramentas para aprimorar experimentação científica, bem como a arte através ferramentas para novas expressões artísticas. Por exemplo, o computador é uma tecnologia que permite criar ciência ou arte. Após esta reflexão inicial, decidi procurar pela definição dos termos

A palavra ciência vem do latim “scientia” e significa conhecimento. De acordo com o dicionário Webster’s New Collegiate, a definição de ciência é “conhecimento obtido através de estudo ou prática”, ou “conhecimento sobre verdades gerais do funcionamento de leis gerais, especialmente as obtidas e testadas através de método científico e relacionadas ao mundo físico.” (http://www.sciencemadesimple.com/science-definition.html)  A primeira definição é muito geral, e por isso considero a segunda definição mais interessante para discutir o significado das palavras. Pela segunda definição, o conhecimento científico está necessariamente relacionado com fenômenos do mundo físico, e por isso, diz-se que matemática pura não é uma ciência (link). Ciência para ser ciência tem que ser derivada de fenômenos naturais do mundo físico.

Particularmente, prefiro ficar com a primeira definição, mas acrescentando o método científico. O método científico ajuda a organizar pensamentos e procedimentos. (http://www.sciencemadesimple.com/scientific_method.html) Um exemplo de passos de um experimento que usa o método científico é: (a) observação/pesquisa; (b) hipótese; (c) predição; (d) experimentação; (e) conclusão. Dependendo da área da ciência ou objeto de estudo, o método científico pode variar no rigor e formalismo, bem como nos resultados obtidos – o conhecimento gerado. Por exemplo, em matemática (sim, considero matemática como ciência – conhecimento científico) os teoremas provados na época dos gregos ainda são válidos, e assim serão para sempre. Em compensação, na astronomia as teorias tendem a perder a validade com a descoberta de novos fenômenos, cuja observação é possível apenas com tecnologias no estado da arte. Ainda há áreas cujo conhecimento é relevante em relação às gerações, como em ciências sociais as teorias gerais tendem a ficar obsoletas com a evolução das sociedades.

Em suma, fico com a definição de que ciência é o conhecimento é obtido através de estudo ou prática através de método científico. Portanto, produz-se ciência baseando-se nos seus dois pilares: o estudo (teoria) e a prática (experimento). Mas, a tecnologia está mudando esta definição. Antes vamos a definição de tecnologia.

Na definição do Wikipédia em português, a definição de tecnologia varia dependendo do contexto (http://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnologia), mas fico com a definição geral do termo que é apresentada em inglês (http://en.wikipedia.org/wiki/Technology). “Tecnologia trata do uso e conhecimento de ferramentas e artefatos, tanto para humanos como outras espécies animais, e como isso afeta a habilidade da espécie para controlar e adaptar seu ambiente natural. A palavras tecnologia vem do Grego “Technología”, e significa estudo de algo, ou o ramo do conhecimento de uma disciplina”. Vale ressaltar, que ainda de acordo com o Wikipedia não é clara a distinção entre ciência, engenharia e tecnologia (link).

Definições mais gerais, apesar de não serem precisas na explicação, nos dão liberdade para evitar incoerências lógicas quando começamos a combinar as coisas. Como eu disse anteriormente, os dois pilares em que a ciência se baseia é estudo teórico e prático através de experimentos. A definição clássica de um experimento está relacionada com a manipulação de coisas naturais e, por isso, realizada no mundo físico. A tecnologia dos computadores permite criar simulações com alto grau de fidedignidade aos experimentos clássicos, mas a um custo muito mais baixo. O custo no caso é em dinheiro e tempo (tempo é dinheiro!). Então, diz-se que o advento da computação criou um terceiro pilar nos fundamentos da ciência através da simulação. Os três pilares da ciência passam a ser teoria, experimento e simulação.

O crescimento da tecnologia aproxima uma função exponencial. Em outras palavras, a tecnologia evolui muito mais rapidamente do que era anteriormente. Permita-me citar Bernard Shaw para ilustrar como metáfora a relação do crescimento do conhecimento e de coisas do mundo físico. “Se você tem uma maçã e eu tenho uma maçã, se as trocarmos, cada um de nós continuará com apenas uma maçã. Mas eu tenho uma ideia, e você tem uma ideia. Se as trocarmos um com o outro, ambos teremos duas ideias”. E a tecnologia mais fantástica já inventada pelo ser humano para o compartilhamento de ideias é a Internet. Já se fala da Internet como o quarto paradigma na produção científica (artigo nytime 2009-12-15,fourthparadigm). Webscience é o nome dado à área da ciência que estuda a Internet, mas as informações presentes nela possibilitam alavancar pesquisas de outras áreas (ref).

Por fim, ficamos com a definição de arte. Segundo a Wikipédia, “Arte (Latim Ars, significando técnica e/ou habilidade) geralmente é entendida como a atividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir de percepção, emoções e ideias, com o objetivo de estimular essas instâncias de consciência em um ou mais espectadores”. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte) Na sequencia desta linda definição, vem a ponderação “A definição de arte varia de acordo com a época e a cultura.” No verbete em inglês (http://en.wikipedia.org/wiki/Art), diz que o problema começou no início do século 20 quanto a classificação de que se um artefato é considerado arte ou não. De qualquer forma, vale grifar que para ser arte tem que ser necessariamente uma atividade humana. Um macaco que pinta um quadro não é arte, mas se o macaco for induzido por uma atividade humana então já é criada uma oportunidade para discussão.

Fico com a definição para arte de Seth Godin (making-art), que particularmente gostei bastante. Segundo ele, a definição de arte contém três elementos: (i) arte é feita por um ser humano; (ii) arte é criada para ter um impacto, para mudar outra pessoa.; (iii) arte é um presente. Você pode vender o souvenir, o quadro, a gravação… mas a ideia por si só é livre, e a generosidade é uma parte crítica de fazer arte. Por esta definição, a maioria da arte não tem nada a ver com pintura a óleo ou esculturas. Arte é o que nós estamos fazendo quando nós fazemos nosso melhor trabalho.

Como este é um blog de tecnologia e tem algumas coisas de programação deixo uma pergunta para reflexão: programação, no sentido de programar um computador, criar um programa, é uma arte?

Retomando,  a pesquisa não parou por aqui, mas foi apenas o começo de uma ambição maior – o estudo da classificação do conhecimento humano. Meu objetivo é conseguir um sistema de classificação de coisas para ser utilizado em uma ferramenta de busca. Termos como taxonomia, ontologia, diretório, catálogo, categorização e classificação estão relacionados a esta pesquisa, e geralmente são utilizados de forma incorreta (http://www.searchtools.com/info/classifiers.html).

Para exemplificar a questão, vamos tomar o site TED para estudo. Segundo a definição no site (about), TED é uma pequena sem fins lucrativos, devota a ideias que valem ser divulgadas. Ela começou em 1984 como uma conferência para reunir pessoas de três mundos: Tecnologia, Entretenimento e Design. Desde então, seu escopo expandiu. Nas categorias temáticas do site é possível encontrar em destaque: Tecnologia, Entretenimento, Design, Business, Ciência, Cultura, Artes, Questões Globais, Especial. Gostaria de saber melhor as definições e os critérios usados para classificar as apresentações nestes temas. Ainda tem uma extensa lista com outros temas (link). Parece-me ser muito difícil classificar uma apresentação em apenas um tema e a criação dos temas (coleções) deve ser algo bem dinâmico. Tratar coleções e categorias como temas parece ser uma adaptação de um sistema de classificação com dois propósitos distintos, mas funciona para o TED. Em outro artigo, tratei um pouco esta questão em relação a sistemas de classificação do conhecimento utilizado por bibliotecas e museus, que por possuem propósitos diferente e por isso utilizam sistemas de classificação diferentes. Na verdade, de forma geral, este é um problema em aberto com apenas algumas soluções aproximadas, que necessitam evoluir junto com os dados que está indexando. Além disso, é um problema muito presente em nossas vidas. Qualquer escritor de blog passa por essas questões já que temos que atribuir categorias aos seus artigos.

Neste texto, foram apresentadas definições para ciência, tecnologia e arte e sobre a dificuldade de classificar coisas com esses termos, já que as definições se modificam ao longo do tempo.  Ah! Também fica como lição que é importante ter boas definições para termos fundamentais da pesquisa, pois mesmo que não sirva para todos os casos há de se ter clareza sobre o que se diz. Enfim, existem diversos modos de classificar coisas e acredito que a regra de ouro neste caso é estude mais e pratique KISS (keep it simple stupid).

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Como saber se você tem uma boa nota no POSCOMP?

Ouço muita gente questionando se tirou uma boa nota no POSCOMP (mais info), sendo que a maioria só consegue saber se está acima ou abaixo da média. Outros ficam indignados pois não tem a sua qualificação e apenas um dado aparentemente irrelevante, o desvio padrão.

Das aulas de estatística a gente aprendeu que a distribuição das notas de uma prova como o POSCOMP tende a ser normal (wikipedia) e sabendo a média e desvio padrão você pode saber a porcentagem de amostras que são superiores a um determinado valor.

Por exemplo, POSCOMP 2009 (fonte) – Média: 27,85231 -  D.P.: 9,150891

Então, se a sua nota foi 28 significa que você está acima da média, mas não significa que você tem nota maior do que mais de 50% das pessoas – que é dado pela a mediana. Mas vamos ao que interessa.

Se a sua nota for maior do 37 (média + dp) significa que você está entre os 16% com maiores notas. Bom resultado.

Se a sua nota for maior do 46 (média + 2 * dp) significa que você está entre os 2% com maiores notas. Ótimo resultado!

Entre 27 e 37 é bom que você tenha QI (cartas de recomendação) e/ou excelente currículo para passar em um bom programa de mestrado.

Abaixo de 27, melhor seguir outra carreira. Veja que mesmo com mestrado e doutorado não significa que você terá um emprego com um belo salário. Vejam só: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u641621.shtml

Se quiser saber exatamente qual a porcentagem de notas inferiores a sua é só fazer o seguinte.
r = (nota – média)/desvio
e ai compara o resultado disso (r) com uma tabela de distribuição normal (link).
- dica de Samuel Oliveira.

Boa sorte a quem for tentar carreira acadêmcia.

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The Kindlers Are (Not) Coming to Get Me

Estréio minha participação no Arautaba do darlinton.net com uma discussão levantada hoje junto aos companheiros do itBrasil.

Estava lendo uma coluna do IEEE Spectrum de agosto*, que tinha o título “The Kindlers Are Coming to Get Me, E-books are not for everybody” e achei muito engraçado, pois retrata algumas coisas que andei pensando nos últimos tempos.

Um hábito que desenvolvi desde que meu dia começou a ficar curto (mestrado, trabalho, atividades e estudos extras) foi o de ler. Comecei com um livro, aguardei um tempo, comprei outro, e percebi que nos últimos 3 anos já acumulo algo em torno de… sei lá, 50 livros lidos… ler livros se tornou um teletransporte para outro mundo, um momento onde eu descanso como se usasse uma área do meu cérebro enquanto a outra descansa das linhas de código, dos planejamentos diários ou do acompanhamento das atividades do projeto no qual estou trabalhando.

Enquanto viajava de férias em julho/agosto deste ano percebi a quantidade de pessoas lá fora, no metrô, nos trens que peguei e até no avião, que lê livros eletrônicos. Eu simplesmente não consigo, não acho graça. A graça da leitura está justamente no passar de páginas, naquela coisa lúdica, pitoresca, no marcar a página e guardar para ler depois. Geralmente acho cansativo ler até pdf’s, seja para uma consulta mais rápida, e até cheguei a pensar… acho que nunca compraria um Kindle ou algo similar para ler e-books. Prefiro a graça de comprar meus próprios livros, de papel, ou de tomá-los emprestados.

Bom, a minha opinião é praticamente a mesma da autora, qualquer coisa a mais que eu dizer serei redundante ao artigo, que prefiro que vocês leiam. Pesquisei pela versão online e achei em:

http://www.spectrum.ieee.org/geek-life/tools-toys/the-kindlers-are-coming-to-get-me

O mesmo tópico, lançado aos meus amigos do itBrasil, lançou no ar algumas questões:

  • Livros técnicos são melhores quando eletrônicos porque podemos usar CTRL+F.
  • Livros técnicos eletrônicos no Kindle são uma ótima idéia!
  • Livros físicos são ótimos, mas e o espaço?
  • Eu e meus amigos preferimos imprimir artigos (e rabiscá-los) no lugar de ler pelo computador.
  • Será que vou mudar de opinião com o advento do E Ink? O futuro promete!
  • Sendo livro o assunto, eis uma dica de livro do Dárlinton, WWW:Wake de Robert J. Sawyer.

*PS: A versão que eu li foi na própria revista, de papel ;-)

by Robert J. Sawyer

(Author)

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Produzo software no Brasil, na Rússia, na Índia ou na China?

http://www.ibm.com/developerworks/blogs/page/academicbr/20090505

———- Forwarded message ———-
From: “José Palazzo M. de Oliveira”
To: “SBC-L”
Date: Mon, 11 May 2009 14:14:32 -0300
Subject: Re: [Sbc-l] Um problema de todos: veja a análise quantitativa sobre os países que compõem o BRIC

Prezado José Augusto,

Desculpa mas não entendi! Ou, se entendi, fiquei chocado. A alternativa é nos sub-desenvolvermos, reduzindo o pagamento para nossos profissionais de forma a podermos ser melhor explorados? A indústria da aviação necessita de alta tecnologia de software, na automobilística a GM dos USA acaba de importar engenheiros brasileiros para ensiná-los a fazer carros competitivos. Não somos mais o “quintal dos fundos” das outras potências. O que está sendo transferido para o Brasil não é a mão de obra escrava mas os centros de pesquisa e desenvolvimento como o do Orkut e o centro brasileiro da Google, entre muitos outros.

atenciosamente,

Prof. Palazzo

Dr. José Palazzo M. de Oliveira – Prof. Titular
Instituto de Informática da UFRGS, Caixa postal 15.064
CEP 91501-970 Porto Alegre, RS, Brasil
Web: http://palazzo.pro.br

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Cool stuff link collection

from infodudes

1- Code visualization
If you are a professional programmer you must take a look at that: http://atelier.inf.unisi.ch/~malnatij/xray.php specially http://atelier.inf.unisi.ch/~biaggia/citylyzer/
It is AWESOME to see your code in a kind of graphic mode.
If you want to know more about it, you can listen to the se-radio podcast, which is an interview with Michele Lanza (the brain behind it all), available at:
http://www.se-radio.net/podcast/2009-03/episode-130-code-visualization-michele-lanza

2- McKinney web 3.0
http://mckinney.com/
An example of a website 3.0. Make your questions in natural language – keywords are not suppose to work well.

3- Google joins effort for 3D Web standard with new plugin, API
http://arstechnica.com/software/news/2009/04/google-releases-3d-graphics-plugin-for-browsers.ars
Google has released a new open source browser plugin that provides APIs for displaying rich 3D graphics in Web content. Google hopes that the plugin will help to advance a collaborative effort to create open standards for bringing 3D to the Web.

4- An Illustrated Guide To Using Twitter | Applicant – The Advice Bank
http://applicant.com/twitter-guide/
Here you will find a visual guide to twitter which highlights some of the ways twitter can be helpful either for personal use or business.

5- Advice for Computer Science College Students – Joel on Software

http://www.joelonsoftware.com/articles/CollegeAdvice.html

6- Lessons from Silicon Valley
http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/4118770.stm Joe Kraus could have been as big as Sergey Brin and Larry Page, the Stanford University students who invented the search engine Google in 1998.

7- If Philosophers Were Programmers
http://developeronline.blogspot.com/2009/04/if-philosophers-were-programmers.html
Although not obvious, philosophy actually has a strong relation with programming, at least for me. If you think about it, software code reflects much of how the developer perceives the problem and its solution

8- Viewing American class divisions through Facebook and MySpace

http://www.danah.org/papers/essays/ClassDivisions.html

Over the last six months, I’ve noticed an increasing number of press articles about how high school teens are leaving MySpace for Facebook. That’s only partially true. There is indeed a change taking place, but it’s not a shift so much as a fragmentation. Until recently, American teenagers were flocking to MySpace. The picture is now being blurred. Some teens are flocking to MySpace. And some teens are flocking to Facebook. Who goes where gets kinda sticky… probably because it seems to primarily have to do with socio-economic class.
In the 70s, Paul Willis analyzed British working class youth and he wrote a book called Learning to Labor: How Working Class Kids Get Working Class Jobs. He argued that working class teens will reject hegemonic values because it’s the only way to continue to be a part of the community that they live in. In other words, if you don’t know that you will succeed if you make a run at jumping class, don’t bother – you’ll lose all of your friends and community in the process. His analysis has such strong resonance in American society today. I just wish I knew how to fix it.

9- Predicting the next Twitter
http://www.telecoms.com/10511/predicting-the-next-twitter
Boffins at De Montfort University Leicester, UK, have put together a team tasked with predicting the next big thing in terms of communication technologies, in a bid to tackle ethical pitfalls before they become a problem.

10- HPCwire: Intel Gets Ready to Push Ct Out of the Lab
http://www.hpcwire.com/features/Intel-Gets-Ready-to-Push-Ct-Out-of-the-Lab-42634332.html
Ct (C/C++ for throughput computing) is a high-level software environment that supports data parallelism in current multicore and future manycore architectures.

11- Body Ritual among the Nacirema
https://www.msu.edu/~jdowell/miner.html
A short and very famous text about americans (snacirema) body care culture

12- Google Open Source Blog: Google Update Goes Open Source
http://google-opensource.blogspot.com/2009/04/google-update-goes-open-source.html
Google decided to open source the updater, code-named Omaha.

13- IBM researcher says Moore’s Law at end
http://news.cnet.com/8301-13924_3-10216733-64.html?tag=newsEditorsPicksArea.0
IBM Fellow Carl Anderson, who researches server computer design at IBM, claims the end of the era of Moore’s Law

14- Don Norman on 3 ways good design makes you happy | Video on TED.com
http://www.ted.com/index.php/talks/don_norman_on_design_and_emotion.html
In this talk from 2003, design critic Don Norman turns his incisive eye toward beauty, fun, pleasure and emotion, as he looks at design that makes people happy. He names the three emotional cues that a well-designed product must hit to succeed.
Smart design, the process to be creative and create out of box stuff.

15-Ze Frank’s nerdcore comedy | Video on TED.com
http://www.ted.com/index.php/talks/ze_frank_s_nerdcore_comedy.html
Performer and web toymaker Ze Frank delivers a hilarious nerdcore standup routine, then tells us what he’s seriously passionate about: helping people create and interact using simple, addictive web tools.
VERY FUNNY!

16- Bonnie Bassler on how bacteria communicate | Video on TED.com
http://www.ted.com/index.php/talks/bonnie_bassler_on_how_bacteria_communicate.html
“In 2002, .., she vindicated the long-ridiculed idea that bacteria communicate”
Bonnie Bassler discovered that bacteria “talk” to each other, using a chemical language that lets them coordinate defense and mount attacks. The find has stunning implications for medicine, industry — and our understanding of ourselves.
Comments:
1- learn how to hack the bacteria multi-cell organism communication system
2- learn how will work the next generation of antibiotics
3- ideas for new “intelligent” algorithms – Metaheuristic bacteria algorithm ???
4- ideas for how to establish/spread communication among autonomous devices

17- Hans Rosling’s new insights on poverty | Video on TED.com
http://www.ted.com/index.php/talks/hans_rosling_reveals_new_insights_on_poverty.html
Researcher Hans Rosling uses his cool data tools to show how countries are pulling themselves out of poverty. He demos Dollar Street, comparing households of varying income levels worldwide. Then he does something really amazing.

18- ‘You’ve got to find what you love,’ Jobs says
http://news-service.stanford.edu/news/2005/june15/jobs-061505.html

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Metadata for all, including end-users

The free access to public domain data seems to be more real and live with the Internet advent. However, in practice we lack of tools to find and to access this data. As described by Elings & Waible, the community of libraries, archives and museums have been working hardly over the past decades to create and to implement methods and tools to achieve full integration of the available content. The efforts consist to create metadata (data about the content), descriptive standards, and protocols to share (exchange) content. Based on this work I wonder better opportunities for end-users (us) of these systems.

I admit, my archive is almost a mess. I am still trying to find a good organizing methodology for my digital files. Basically, it is a trial and error method with many interactions until now. Many specialists have expended their lives doing the same thing, and they have the “know-how”. The question is: how can I borrow this expertise from them? I could learn the metadata, protocols, and almost become a professional in this field. It is a very high time consuming. But what if I have a system that encode this expertise and help me to organize my archive? Yes, I don’t want to learn biblioteconomy and documentation; what I want is an end-user friendly system to archive digital files. The system should support a very good way in helping me to find categories and key words to index my files. It should help me to store and to find content in a natural and flexible way. And it should be flexible enough to be customizable and extensible with new functionalities.

Another thing that I would love to have is a truly free access to public domain data. It is like what we can get from Wikipedia, and google scholars, and google books. I want more than what is available now, like a smart system that can find things that I like based on the files that I have. It is a suggestion system based on my personal archive.

In conclusion, the museums, libraries and archives have a mature set of tools and protocols to represent, store, and exchange content. It is still a hot and evolving topic among these societies, but there are enough definitions to create system to expose the content on the web. It is time to start the creation of systems to enable end-users to work on this domain. It is on my todo list. =)

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Padrões Para Introduzir Novas Ideias na Indústria de Software

Um belo exemplo de arte na ciência da computação.

Uma defesa de dissertação de mestrado inusitada e bem ilustrativa sobre padrões para introduzir novas ideias na indústria de software.

Segue o link:
http://pangeanet.org/profiles/blogs/video-padroes-para-introduzir

Defesa de dissertação de mestrado em Ciência da Computação de Daniel Cukier e apresentada no dia 11/05/2009 no Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo
(IME-USP)

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Entendendo câmeras DSLR e lentes

Então você está pensando em comprar uma câmera digital mais profissional. Está cansado da qualidade e dos recursos limitados das point-and-shoot, mas não consegue entender todas as configurações que existem em uma camêra Digital SLR. Para tentar lhe ajudar, vou explicar aqui alguns conceitos básicos sobre marcas de câmeras e tipos de lentes.

Se você quer uma boa câmera por um bom preço, você deve escolher entre uma Nikon ou Canon. Os donos de câmeras Nikon dizem que a Nikon é melhor, e os de Canon dizem que ela é a melhor. Para um iniciante  ou profissional as duas são muito boas e você tem uma varidade de lentes disponíveis para ambas.

Para entender melhor as lentes temos que primeiro ter um referencial, no caso o olho humano é o melhor que podemos ter. O olho humano enxerga o mesmo que uma lente 50mm. Para ter fotografias com ângulo aberto (com visão maior) a distância focal deve ser menor do que 50mm. Se você quiser uma lente telescópia (com detalhes aumentados), ou seja com zoom, ela deverá ser maior do que 50mm.

Além da distância focal, é importante levar considerar o tamanho do diafragma, que identifica a quantidade de luz que passa pela lente. Lentes boas tem grande diagrama, indicado pela letra f seguida de um número, ex. f5.6 é um valor comum e bom. O valor do diagrama está relacionado com a quantidade de luz que passa pela lente, então para grandes valores de diagrama a câmera necessita de menos tempo de exposição e você terá fotos mais nítidas (menor chance de tremer).

Para começar é importante escolher uma lente que se adapte bem na maioria dos casos, embora que as melhores lentes são específicas para cada tipo de ocasiação (uso). Uma lente que varia de 20 a 80mm com um diagragma f5.6 adapta-se bem às situações mais comuns e não é muito cara. Se você quiser algo melhor, compre lentes especiais dependendo do uso, como macro, tele, portrait, etc.

Se quiser saber mais a respeito pode ler nos sites (em inglês):

http://www.dpreview.com

http://www.dslrtips.com

http://reviews.cnet.com/dslr-buying-guide

http://digital-photography-school.com/how-to-buy-a-dslr-camera

http://www.thetechlounge.com/article/308

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