ciência, tecnologia e arte – discussão sobre a definição dos termos e sistemas de classificação

Durante minha pesquisa, frequentemente tenho que praticar uma autocrítica se estou usando os termos certos para o que estou pensando. É uma reflexão epistemológica de como apresentar as ideias que compões meu raciocínio em termos de palavras e relações lógicas. Quando eu tratava apenas com matemática era fácil encontrar as palavras ideais, ou mesmo notação matemática adequada para representar exatamente o que eu penso. Quando vamos para outras áreas do conhecimento, como humanas, já não tenho tanta certeza de quais palavras eu devo usar.

Em particular, deparei-me com uma questão sobre a definição de ciência, arte e tecnologia. Aparentemente pareceu fácil defini-las e estabelecer fronteiras, mas na verdade elas estão totalmente inter-relacionadas. A primeira relação que me veio à mente foi a expressão “tecnologia no estado da arte”, que assim chamamos a tecnologia conhecida mais avançada.  Intuitivamente, temos que desenvolvendo a ciência melhora-se a tecnologia, que na sua versão mais avançada é chamado estado da arte. Por outro lado, arte geralmente está associada com manifestações livres da criatividade humana, livre de formalismos. Uma pintura, uma música, ou um livro são exemplos de artefatos chamados de arte. A ciência obedece a um rigor técnico, chamado método científico. A arte é livre para expressar a criatividade humana. A tecnologia, por sua vez, é capaz de afetar tanto a ciência, possibilitando o uso de ferramentas para aprimorar experimentação científica, bem como a arte através ferramentas para novas expressões artísticas. Por exemplo, o computador é uma tecnologia que permite criar ciência ou arte. Após esta reflexão inicial, decidi procurar pela definição dos termos

A palavra ciência vem do latim “scientia” e significa conhecimento. De acordo com o dicionário Webster’s New Collegiate, a definição de ciência é “conhecimento obtido através de estudo ou prática”, ou “conhecimento sobre verdades gerais do funcionamento de leis gerais, especialmente as obtidas e testadas através de método científico e relacionadas ao mundo físico.” (http://www.sciencemadesimple.com/science-definition.html)  A primeira definição é muito geral, e por isso considero a segunda definição mais interessante para discutir o significado das palavras. Pela segunda definição, o conhecimento científico está necessariamente relacionado com fenômenos do mundo físico, e por isso, diz-se que matemática pura não é uma ciência (link). Ciência para ser ciência tem que ser derivada de fenômenos naturais do mundo físico.

Particularmente, prefiro ficar com a primeira definição, mas acrescentando o método científico. O método científico ajuda a organizar pensamentos e procedimentos. (http://www.sciencemadesimple.com/scientific_method.html) Um exemplo de passos de um experimento que usa o método científico é: (a) observação/pesquisa; (b) hipótese; (c) predição; (d) experimentação; (e) conclusão. Dependendo da área da ciência ou objeto de estudo, o método científico pode variar no rigor e formalismo, bem como nos resultados obtidos – o conhecimento gerado. Por exemplo, em matemática (sim, considero matemática como ciência – conhecimento científico) os teoremas provados na época dos gregos ainda são válidos, e assim serão para sempre. Em compensação, na astronomia as teorias tendem a perder a validade com a descoberta de novos fenômenos, cuja observação é possível apenas com tecnologias no estado da arte. Ainda há áreas cujo conhecimento é relevante em relação às gerações, como em ciências sociais as teorias gerais tendem a ficar obsoletas com a evolução das sociedades.

Em suma, fico com a definição de que ciência é o conhecimento é obtido através de estudo ou prática através de método científico. Portanto, produz-se ciência baseando-se nos seus dois pilares: o estudo (teoria) e a prática (experimento). Mas, a tecnologia está mudando esta definição. Antes vamos a definição de tecnologia.

Na definição do Wikipédia em português, a definição de tecnologia varia dependendo do contexto (http://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnologia), mas fico com a definição geral do termo que é apresentada em inglês (http://en.wikipedia.org/wiki/Technology). “Tecnologia trata do uso e conhecimento de ferramentas e artefatos, tanto para humanos como outras espécies animais, e como isso afeta a habilidade da espécie para controlar e adaptar seu ambiente natural. A palavras tecnologia vem do Grego “Technología”, e significa estudo de algo, ou o ramo do conhecimento de uma disciplina”. Vale ressaltar, que ainda de acordo com o Wikipedia não é clara a distinção entre ciência, engenharia e tecnologia (link).

Definições mais gerais, apesar de não serem precisas na explicação, nos dão liberdade para evitar incoerências lógicas quando começamos a combinar as coisas. Como eu disse anteriormente, os dois pilares em que a ciência se baseia é estudo teórico e prático através de experimentos. A definição clássica de um experimento está relacionada com a manipulação de coisas naturais e, por isso, realizada no mundo físico. A tecnologia dos computadores permite criar simulações com alto grau de fidedignidade aos experimentos clássicos, mas a um custo muito mais baixo. O custo no caso é em dinheiro e tempo (tempo é dinheiro!). Então, diz-se que o advento da computação criou um terceiro pilar nos fundamentos da ciência através da simulação. Os três pilares da ciência passam a ser teoria, experimento e simulação.

O crescimento da tecnologia aproxima uma função exponencial. Em outras palavras, a tecnologia evolui muito mais rapidamente do que era anteriormente. Permita-me citar Bernard Shaw para ilustrar como metáfora a relação do crescimento do conhecimento e de coisas do mundo físico. “Se você tem uma maçã e eu tenho uma maçã, se as trocarmos, cada um de nós continuará com apenas uma maçã. Mas eu tenho uma ideia, e você tem uma ideia. Se as trocarmos um com o outro, ambos teremos duas ideias”. E a tecnologia mais fantástica já inventada pelo ser humano para o compartilhamento de ideias é a Internet. Já se fala da Internet como o quarto paradigma na produção científica (artigo nytime 2009-12-15,fourthparadigm). Webscience é o nome dado à área da ciência que estuda a Internet, mas as informações presentes nela possibilitam alavancar pesquisas de outras áreas (ref).

Por fim, ficamos com a definição de arte. Segundo a Wikipédia, “Arte (Latim Ars, significando técnica e/ou habilidade) geralmente é entendida como a atividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir de percepção, emoções e ideias, com o objetivo de estimular essas instâncias de consciência em um ou mais espectadores”. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte) Na sequencia desta linda definição, vem a ponderação “A definição de arte varia de acordo com a época e a cultura.” No verbete em inglês (http://en.wikipedia.org/wiki/Art), diz que o problema começou no início do século 20 quanto a classificação de que se um artefato é considerado arte ou não. De qualquer forma, vale grifar que para ser arte tem que ser necessariamente uma atividade humana. Um macaco que pinta um quadro não é arte, mas se o macaco for induzido por uma atividade humana então já é criada uma oportunidade para discussão.

Fico com a definição para arte de Seth Godin (making-art), que particularmente gostei bastante. Segundo ele, a definição de arte contém três elementos: (i) arte é feita por um ser humano; (ii) arte é criada para ter um impacto, para mudar outra pessoa.; (iii) arte é um presente. Você pode vender o souvenir, o quadro, a gravação… mas a ideia por si só é livre, e a generosidade é uma parte crítica de fazer arte. Por esta definição, a maioria da arte não tem nada a ver com pintura a óleo ou esculturas. Arte é o que nós estamos fazendo quando nós fazemos nosso melhor trabalho.

Como este é um blog de tecnologia e tem algumas coisas de programação deixo uma pergunta para reflexão: programação, no sentido de programar um computador, criar um programa, é uma arte?

Retomando,  a pesquisa não parou por aqui, mas foi apenas o começo de uma ambição maior – o estudo da classificação do conhecimento humano. Meu objetivo é conseguir um sistema de classificação de coisas para ser utilizado em uma ferramenta de busca. Termos como taxonomia, ontologia, diretório, catálogo, categorização e classificação estão relacionados a esta pesquisa, e geralmente são utilizados de forma incorreta (http://www.searchtools.com/info/classifiers.html).

Para exemplificar a questão, vamos tomar o site TED para estudo. Segundo a definição no site (about), TED é uma pequena sem fins lucrativos, devota a ideias que valem ser divulgadas. Ela começou em 1984 como uma conferência para reunir pessoas de três mundos: Tecnologia, Entretenimento e Design. Desde então, seu escopo expandiu. Nas categorias temáticas do site é possível encontrar em destaque: Tecnologia, Entretenimento, Design, Business, Ciência, Cultura, Artes, Questões Globais, Especial. Gostaria de saber melhor as definições e os critérios usados para classificar as apresentações nestes temas. Ainda tem uma extensa lista com outros temas (link). Parece-me ser muito difícil classificar uma apresentação em apenas um tema e a criação dos temas (coleções) deve ser algo bem dinâmico. Tratar coleções e categorias como temas parece ser uma adaptação de um sistema de classificação com dois propósitos distintos, mas funciona para o TED. Em outro artigo, tratei um pouco esta questão em relação a sistemas de classificação do conhecimento utilizado por bibliotecas e museus, que por possuem propósitos diferente e por isso utilizam sistemas de classificação diferentes. Na verdade, de forma geral, este é um problema em aberto com apenas algumas soluções aproximadas, que necessitam evoluir junto com os dados que está indexando. Além disso, é um problema muito presente em nossas vidas. Qualquer escritor de blog passa por essas questões já que temos que atribuir categorias aos seus artigos.

Neste texto, foram apresentadas definições para ciência, tecnologia e arte e sobre a dificuldade de classificar coisas com esses termos, já que as definições se modificam ao longo do tempo.  Ah! Também fica como lição que é importante ter boas definições para termos fundamentais da pesquisa, pois mesmo que não sirva para todos os casos há de se ter clareza sobre o que se diz. Enfim, existem diversos modos de classificar coisas e acredito que a regra de ouro neste caso é estude mais e pratique KISS (keep it simple stupid).

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Posso ser atendido por alguma máquina, por favor?

Nós, seres humanos, já conseguimos construir sistema especialistas que são razoavelmente inteligentes. Diria até que se tratando de especialistas de suporte, os sistemas especialistas já são até mais inteligentes do que seres humanos que executam a mesma tarefa.

Segue abaixo um diálogo real que acabei de realizar com o Suporte Real Chat da Motorola:

Diálogo do Bate-papo
(2 minutos até o diálogo iniciar)
RITA CADILAC: Oi, meu nome é RITA CADILAC. Em que posso ajudá-lo?
Darlinton Carvalho: Olá Rita.
Darlinton Carvalho: Seguinte, comprei fone S9 da motorola mas estou com problema no botao voltar faixa
Darlinton Carvalho: vi na internet q eh um problema comum…
Darlinton Carvalho: o q devo fazer?
(4 minutos)
RITA CADILAC: Nesse caso, é necessário que encaminhe o produto a um Serviço Autorizado Motorola, para que o mesmo seja analisado por um técnico.
Darlinton Carvalho: tem custos pra identificar o problema?
(5 minutos)
Darlinton Carvalho: ?
(3 minutos)
RITA CADILAC: Deve verificar diretamente com a assistência
RITA CADILAC: Reside em qual estado e cidade?
(2 minutos)
Darlinton Carvalho: São Paulo capital
RITA CADILAC: egue abaixo o link para verificar o local mais próximo:

http://www.motorola.com/consumer/v/index.jsp?vgnextoid=ec752802af30c010VgnVCM1000008206b00aRCRD&show=support&catName=3f9b1787c85c9010VgnVCM1000008206b00aRCRD&pageID=1&MHParam=a2cd5a542ac0c010VgnVCM1000008206b00a____

RITA CADILAC:
Posso auxiliar em algo mais no momento?
Darlinton Carvalho: não, obrigado.
(10 segundos)
RITA CADILAC:
Se precisar de mais alguma informação entre em contato. A Motorola agradece, até logo!

RITA CADILAC desconectou-se.


Da próxima vez eu gostaria de falar com uma máquina, que pelo menos responde mais rápido.

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Como saber se você tem uma boa nota no POSCOMP?

Ouço muita gente questionando se tirou uma boa nota no POSCOMP (mais info), sendo que a maioria só consegue saber se está acima ou abaixo da média. Outros ficam indignados pois não tem a sua qualificação e apenas um dado aparentemente irrelevante, o desvio padrão.

Das aulas de estatística a gente aprendeu que a distribuição das notas de uma prova como o POSCOMP tende a ser normal (wikipedia) e sabendo a média e desvio padrão você pode saber a porcentagem de amostras que são superiores a um determinado valor.

Por exemplo, POSCOMP 2009 (fonte) – Média: 27,85231 -  D.P.: 9,150891

Então, se a sua nota foi 28 significa que você está acima da média, mas não significa que você tem nota maior do que mais de 50% das pessoas – que é dado pela a mediana. Mas vamos ao que interessa.

Se a sua nota for maior do 37 (média + dp) significa que você está entre os 16% com maiores notas. Bom resultado.

Se a sua nota for maior do 46 (média + 2 * dp) significa que você está entre os 2% com maiores notas. Ótimo resultado!

Entre 27 e 37 é bom que você tenha QI (cartas de recomendação) e/ou excelente currículo para passar em um bom programa de mestrado.

Abaixo de 27, melhor seguir outra carreira. Veja que mesmo com mestrado e doutorado não significa que você terá um emprego com um belo salário. Vejam só: http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u641621.shtml

Se quiser saber exatamente qual a porcentagem de notas inferiores a sua é só fazer o seguinte.
r = (nota – média)/desvio
e ai compara o resultado disso (r) com uma tabela de distribuição normal (link).
- dica de Samuel Oliveira.

Boa sorte a quem for tentar carreira acadêmcia.

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The Kindlers Are (Not) Coming to Get Me

Estréio minha participação no Arautaba do darlinton.net com uma discussão levantada hoje junto aos companheiros do itBrasil.

Estava lendo uma coluna do IEEE Spectrum de agosto*, que tinha o título “The Kindlers Are Coming to Get Me, E-books are not for everybody” e achei muito engraçado, pois retrata algumas coisas que andei pensando nos últimos tempos.

Um hábito que desenvolvi desde que meu dia começou a ficar curto (mestrado, trabalho, atividades e estudos extras) foi o de ler. Comecei com um livro, aguardei um tempo, comprei outro, e percebi que nos últimos 3 anos já acumulo algo em torno de… sei lá, 50 livros lidos… ler livros se tornou um teletransporte para outro mundo, um momento onde eu descanso como se usasse uma área do meu cérebro enquanto a outra descansa das linhas de código, dos planejamentos diários ou do acompanhamento das atividades do projeto no qual estou trabalhando.

Enquanto viajava de férias em julho/agosto deste ano percebi a quantidade de pessoas lá fora, no metrô, nos trens que peguei e até no avião, que lê livros eletrônicos. Eu simplesmente não consigo, não acho graça. A graça da leitura está justamente no passar de páginas, naquela coisa lúdica, pitoresca, no marcar a página e guardar para ler depois. Geralmente acho cansativo ler até pdf’s, seja para uma consulta mais rápida, e até cheguei a pensar… acho que nunca compraria um Kindle ou algo similar para ler e-books. Prefiro a graça de comprar meus próprios livros, de papel, ou de tomá-los emprestados.

Bom, a minha opinião é praticamente a mesma da autora, qualquer coisa a mais que eu dizer serei redundante ao artigo, que prefiro que vocês leiam. Pesquisei pela versão online e achei em:

http://www.spectrum.ieee.org/geek-life/tools-toys/the-kindlers-are-coming-to-get-me

O mesmo tópico, lançado aos meus amigos do itBrasil, lançou no ar algumas questões:

  • Livros técnicos são melhores quando eletrônicos porque podemos usar CTRL+F.
  • Livros técnicos eletrônicos no Kindle são uma ótima idéia!
  • Livros físicos são ótimos, mas e o espaço?
  • Eu e meus amigos preferimos imprimir artigos (e rabiscá-los) no lugar de ler pelo computador.
  • Será que vou mudar de opinião com o advento do E Ink? O futuro promete!
  • Sendo livro o assunto, eis uma dica de livro do Dárlinton, WWW:Wake de Robert J. Sawyer.

*PS: A versão que eu li foi na própria revista, de papel ;-)

by Robert J. Sawyer

(Author)

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Produzo software no Brasil, na Rússia, na Índia ou na China?

http://www.ibm.com/developerworks/blogs/page/academicbr/20090505

———- Forwarded message ———-
From: “José Palazzo M. de Oliveira”
To: “SBC-L”
Date: Mon, 11 May 2009 14:14:32 -0300
Subject: Re: [Sbc-l] Um problema de todos: veja a análise quantitativa sobre os países que compõem o BRIC

Prezado José Augusto,

Desculpa mas não entendi! Ou, se entendi, fiquei chocado. A alternativa é nos sub-desenvolvermos, reduzindo o pagamento para nossos profissionais de forma a podermos ser melhor explorados? A indústria da aviação necessita de alta tecnologia de software, na automobilística a GM dos USA acaba de importar engenheiros brasileiros para ensiná-los a fazer carros competitivos. Não somos mais o “quintal dos fundos” das outras potências. O que está sendo transferido para o Brasil não é a mão de obra escrava mas os centros de pesquisa e desenvolvimento como o do Orkut e o centro brasileiro da Google, entre muitos outros.

atenciosamente,

Prof. Palazzo

Dr. José Palazzo M. de Oliveira – Prof. Titular
Instituto de Informática da UFRGS, Caixa postal 15.064
CEP 91501-970 Porto Alegre, RS, Brasil
Web: http://palazzo.pro.br

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Padrões Para Introduzir Novas Ideias na Indústria de Software

Um belo exemplo de arte na ciência da computação.

Uma defesa de dissertação de mestrado inusitada e bem ilustrativa sobre padrões para introduzir novas ideias na indústria de software.

Segue o link:
http://pangeanet.org/profiles/blogs/video-padroes-para-introduzir

Defesa de dissertação de mestrado em Ciência da Computação de Daniel Cukier e apresentada no dia 11/05/2009 no Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo
(IME-USP)

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Entendendo câmeras DSLR e lentes

Então você está pensando em comprar uma câmera digital mais profissional. Está cansado da qualidade e dos recursos limitados das point-and-shoot, mas não consegue entender todas as configurações que existem em uma camêra Digital SLR. Para tentar lhe ajudar, vou explicar aqui alguns conceitos básicos sobre marcas de câmeras e tipos de lentes.

Se você quer uma boa câmera por um bom preço, você deve escolher entre uma Nikon ou Canon. Os donos de câmeras Nikon dizem que a Nikon é melhor, e os de Canon dizem que ela é a melhor. Para um iniciante  ou profissional as duas são muito boas e você tem uma varidade de lentes disponíveis para ambas.

Para entender melhor as lentes temos que primeiro ter um referencial, no caso o olho humano é o melhor que podemos ter. O olho humano enxerga o mesmo que uma lente 50mm. Para ter fotografias com ângulo aberto (com visão maior) a distância focal deve ser menor do que 50mm. Se você quiser uma lente telescópia (com detalhes aumentados), ou seja com zoom, ela deverá ser maior do que 50mm.

Além da distância focal, é importante levar considerar o tamanho do diafragma, que identifica a quantidade de luz que passa pela lente. Lentes boas tem grande diagrama, indicado pela letra f seguida de um número, ex. f5.6 é um valor comum e bom. O valor do diagrama está relacionado com a quantidade de luz que passa pela lente, então para grandes valores de diagrama a câmera necessita de menos tempo de exposição e você terá fotos mais nítidas (menor chance de tremer).

Para começar é importante escolher uma lente que se adapte bem na maioria dos casos, embora que as melhores lentes são específicas para cada tipo de ocasiação (uso). Uma lente que varia de 20 a 80mm com um diagragma f5.6 adapta-se bem às situações mais comuns e não é muito cara. Se você quiser algo melhor, compre lentes especiais dependendo do uso, como macro, tele, portrait, etc.

Se quiser saber mais a respeito pode ler nos sites (em inglês):

http://www.dpreview.com

http://www.dslrtips.com

http://reviews.cnet.com/dslr-buying-guide

http://digital-photography-school.com/how-to-buy-a-dslr-camera

http://www.thetechlounge.com/article/308

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WolframAlpha, um novo modo de acessar informação

O mundo está prestes a mudar o conceito de acesso a informação. Mudanças profundas nas sociedade geralmente estão associadas a gênios, e o gênio da vez é conhecido como Stephen Wolfram. Ele já revolucionou o mundo da matemática aplicada criando o programa Mathematica, e agora irá revolucionar o mundo da informática com o WolframAlpha.

Stephen Wolfram teve uma visão de uma máquina de cálculo algébrico com manipulação simbólica e com esta idéia ele criou o SMP (Symbolic Manipulation Program), que serviou como a versão zero do programa Mathematica. A idéia, por alto, é reduzir equações a elementos primitivos (fundamentais) e realizar operações algébricas somente nesses elementos. Stephen Wolfram resolveu aplicar o mesmo conceito a manipulação de informação e está criando o WolframAlpha. A idéia é pegar uma frase, identificar elementos fundamentais (palavras), analisar o significado de cada termo (a semântica), deduzir o relacionamento (álgebra) entre eles e descobrir (inferir) a informação que o usuário quer ver.

A apresentação da informação é mais impressionantes ainda, com muitos gráficos gerados sob demanda e apresentação de links para muitas outras fontes de informação (wikipedia, dicionários, web-sites), variando de acordo com o tipo de informação que se pretende obter. Ainda é possível combinar fontes de informações de diferentes fontes.

O sistema estará disponível ainda neste mês em: http://www.wolframalpha.com

Uma demonstração em inglês sobre o sistema pode ser vista aqui.

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Como colocar vídeos no seu iPod?

Faz pouco tempo que comprei um iPod nano, e meu primeiro já veio na terceira geração. Achei fantástico que ele também toca vídeo e logo já pensei em três coisas. A primeira foi colocar vídeos que eu já tenho no computador, a segunda em baixar vídeos do YouTube e a terceira foi palestras filmadas como um vídeo podcast. Comecei testando com os vídeos que eu tenho no computador e, para minha decepção, o meu iPod não suportou nenhum dos arquivos.

Uma busca rápida no site da Apple nos leva à página Creating Vídeo for iPod que ajuda um pouco, mas não resolve, pois o QuickTime também não suporta todos os meus vídeos. De qualquer forma, nessa página explica quais os padrões suportados pelo iPod.

* By following the steps in this tutorial, QuickTime 7 Pro will automatically create an .m4v file containing H.264 video and AAC audio that is optimized for iPod. iPod can play the following video formats:

  • H.264 video, up to 1.5 Mbps, 640 x 480, 30 frames per sec., Low-Complexity version of the H.264 Baseline Profile audio up to 160 kbps, 48 Khz, stereo audio in .m4v, .mp4, and .mov file formats
  • H.264 video, up to 768 kbps, 320 x 240, 30 frames per sec., Baseline Profile up to Level 1.3 with AAC-LC audio up to 160 kbps, 48 Khz, stereo audio in .m4v, .mp4, and .mov file formats
  • MPEG-4 video, up to 2.5 Mbps, 640 x 480, 30 frames per sec., Simple Profile with AAC-LC audio up to 160 kbps, 48 Khz, stereo audio in .m4v, .mp4, and .mov file formats

Voltei na web para procurar um conversor de vídeos para iPod. Encontrei exatamente o que estava procurando no programa Videora iPod Converter. O programa é tão fantástico que vem junto no pacote um módulo para extração de vídeos do YouTube! Aplicação perfeita para o que preciso. 

O programa é gratuito e possui constante desenvolvimento. A última atualização foi no mês passado e está disponível para download em: http://www.videora.com/en-us/Converter/iPod/download.php

Divirta-se. =)

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Zeitgeist, o filme

Um filme brilhante que mudou meu conceito sobre o mundo, isso é que penso quando me lembro de Zeitgeist, o filme. Mostra uma realidade nua e crua sobre a nossa sociedade, sobre nossos mitos e organizações. Não é um filme para românticos que estão em busca de verdade fácil e bonita, ele mostra os problemas que enfrentamos pela nossa incapacidade de lidar com o desconhecido. Também mostra como a classe dominante se aproveita disso para dominar e controla as populações (a massa). Somente no adendo, após explicar a falácia do sistema financeiro atual, o projeto começa a dar possíveis soluções para nossa sociedade e o que você, como cidadão, pode fazer e contribuir para um mundo melhor.

Click aqui e assista ao filme

O que é o Movimento Zeitgeist?
O Movimento Zeitgeist é uma campanha de base para unificar o mundo através de uma ideologia comum baseada em fundamentos de vida e natureza. Este movimento ignora política, religião e similares e, ao invés disso, tenta se comunicar como todos os humanos são o mesmo no nível fundamental e como é hora de começarmos a trabalhar juntos em escala global para encerrar o aparente interminável conflito e sofrimento em nossa atual sociedade mundial.

A revista Galileu publicou uma reportagem de Claudio Tognolli sobre o filme. A matéria tem o título “É tudo verdade?”, em que ele responde a essa pergunta. Eu prefiro apenas fazer um convite à leitora para que assista ao filme e publique sua opinião própria como comentário deste post.

Click aqui e assista ao filme

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